sábado, 2 de junho de 2012

Tributo à Docência

Há mais ou menos três semanas passei em frente da casa de minha professora do primário. Espiei lá dentro e nada vi. A casa estava vazia. Fiquei pensando para onde ela havia  se mudado e o que estava fazendo. Lembrei-me da última vez que a vi. Disse a ela que estava fazendo graduação na UFG. Ela ficou toda orgulhosa por um dia ter sido minha professora. 

Para ser sincera, não me lembro de quase nada que fizemos juntas naquele ano que convivemos. A única recordação que tenho é uma foto que ela mesmo insistiu em tirar e  que eu fiz questão de ir buscar na casa dela meses depois.

Naquele dia em que eu passava em frente de sua ex-casa fiquei pensando o quanto ela ficaria orgulhosa em saber que eu havia me tornado uma professora. Que eu havia seguido os passos dela. E que talvez (porque eu não me lembro mesmo) ela tenha me servido de inspiração quando um dia escolhi o que seria quando eu crescesse.

Hoje tive o prazer de encontrar a filha dela. Eu a reconheci? Não! Fui reconhecida. A menina me atendia no caixa de um supermercado e me perguntou: "você já estudou na Dayse Fanstone?" Eu disse: "sim". Mas, como não a reconheci, perguntei: "você foi minha colega de sala?" Ela disse: "não. Minha mãe foi sua professora". Então perguntei o nome e ela me respondeu: "Valdete". 

Ah, Valdete! Tenho certeza que ela me ensinou muita coisa porque nunca consegui me esquecer dela. Na minha vida, volta e meia topo com ela nos meus pensamentos. Ela foi especial!

Então, a moça do caixa, filha da Valdete, me disse: "eu tenho fotos suas lá em casa". Poxa! Não era apenas eu que me lembrava dela, mas ela também se lembrava de mim. E, com certeza, volta e meia olhava para mim e se lembrava com saudades daquela criança branca, muito branca.

Sim, ela se foi. Descobri que ela se foi. Já fazem quase três anos que ela se foi. Eu, infelizmente, não pude prestar nem meus pêsames atrasados à sua filha porque estava tão feliz com tudo o que me foi dito naqueles poucos minutos no supermercado.. Só consegui pensar: ela plantou uma semente em mim. E não só em mim, mas em várias crianças que estiveram sob seu cuidado. 


Ela é especial porque foi única em um momento em que uma professora é tudo na vida de uma criança. Um dia, ela se preocupou comigo como minha mãe se preocupa. Um dia, ela colocou sonhos sobre mim que talvez nem mesmo as filhas dela puderam realizar. E eu fiz parte da vida dela até o fim. Ela está em mim e eu estava nela.

Ela não recebia bem, com certeza, porque essas pessoas maravilhosas não são valorizadas  em um mundo que pouco se importa com sentimentos. Mas ela sabia amar, sabia amar como ninguém.

Amo a docência e isso que ela faz com as pessoas. É por isso que ainda sou professora em mundo que pouco se importa com a transformação que ocorre quando um coração que ama encontra uma pessoa que precisa de carinho e atenção para se apoiar e crescer.

Hoje o que eu queria era sentar e ouvir dela suas maravilhosas histórias de amor e carinho, e sugar toda essência boa que existia naquele coração.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O preço da felicidade

Quando em uma situação de tristeza 
Os sentimentos bons ficam nebulosos.
A tristeza e a solidão envolvem-nos
Tornando-nos incapazes de ver:
Beleza, felicidade, cuidado, amizade.
Mas o tempo é sábio e sensato
Ele mostra as maravilhas de cada situação
E envolve-nos com um sentimento maravilhoso!

Em todo ruim há o bom
E, no final, só consegui me lembrar do que foi bom!
O ruim me fez forte.
O bom me faz feliz.
Feliz sempre que reencontro meus amados irmãos e amigos de Cuiabá.
Quão maravilhoso é preço da felicidade!