domingo, 18 de setembro de 2011

Números, números e números

Eu não gosto de números primos. Eles são independentes e orgulhosos. Pensam que não precisam dos outros. Eles se autogeram e juram que podem se auto-sustentar, mas se esquecem que, para gerar descendentes, precisam de outros números.

O que eu gosto mesmo são dos números gerados a partir da combinação de outros números. Eles têm uma magia diferente: combinam com um e outro e, de repente, um novo número. Um novo extraordinário número gerado da humildade de se aproveitar das qualidades de dois ou mais números.

Não me é fácil admitir, mas, apesar de não gostar de números primos, tenho uma queda especial pelos quadrados perfeitos. Sim, os quadrados perfeitos podem reforçar a independência e orgulho dos números primos, mas são igualmente fascinantes. Quando um número primo, junta-se com ele próprio e gera outro número: que beleza! que perfeição! 

Mais lindo ainda é quando um número se junta não duas, mas três, quatro, cinco vezes consigo mesmo e gera um outro número! Um grande número. Ah! Que emoção descobrir que aquele número enorme foi gerado pela combinação de um mesmo número diversas vezes!

Meu número predileto? Vocês não vão acreditar: é o 1024! É o dois dez vezes! A explicação? Tenho uma queda pelo sistema binário e vivemos em um mundo decimal! Perfeito, não?



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