É bom conversar com eles. Somente eles entendem certas piadas, certos choros, certos sentimentos; porque viram e participaram conosco de muitas lutas que nos fizeram o que somos. Eles são um pouquinho do que somos. Uma parte nossa está neles.
Ser filho único não tem muita graça. Não existem aqueles com quem podemos partilhar nossa origem. Diria, inclusive, que é triste, melancólico.
Dá certa inveja quando vemos irmãos que vivem tão longe um do outro se encontrando, trocando abraços e mostrando o que têm em comum.
Encontrar irmãos implica em encontrar sua própria origem, entender o que é de si próprio e o que vem dos pais.
E aqui estou eu, em um lampejo, entendendo que, apesar de morar em um país imenso, rico e, de fato, maravilhoso; estou em um país filho único na América. Ninguém por perto para me ajudar a responder: que somos nós?
Uma reflexão do concerto de la Orquesta Sinfónica Cedros de la Universidad Panamericana de México @Teatro Solis, Montevideo, Uruguay
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