quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Quando a Gente Morre


A gente morre sempre decide algo de maneira profunda e invariável, mas falha. Pior ainda é quando a razão da falha nada mais é porque se é forte demais para prosseguir no firme propósito de lutar. É preciso ser muito forte para lutar contra si próprio. 

Aí a gente morre um pouco. Continua vivendo, é fato, mas convive com aquele sentimento de morte, de falha, de impotência diante de uma fortaleza dentro de si. Continua vivendo aos pedaços. 

É por isso que um epitáfio é, de novo, necessário. Como diriam os poetas: devia ter, queria ter!

Construindo por anos o que somos. Forte nas opiniões. Inabalável nas vontades. Racional diante do irracional. Persistente diante dos problemas. Perseguidor de sonhos. Um ser humano perfeito! Perfeitamente imperfeito... Sempre falta algo. Sempre falta aquele pedaço que não se foi sábio para construir. 

É por isso que um epitáfio é, de novo, necessário: devia ter, queria ter! E que "o acaso me proteja enquanto eu andar distraído".

Nenhum comentário:

Postar um comentário