Algum tempo se passou
Desde aquele dia em que primeiro a vi.
Com aquela carinha brava
Aqueles cabelos loiros
Confesso: amei desde o primeiro instante.
Foi um amor que mudou minha vida:
Antes um ser humano sem paciência com crianças
Para um ser humano apaixonado por uma criança
Mas eu, uma mera adolescente,
Pega de surpresa por uma ainda tão pequena vida,
Não consegui entender a profundidade desse amor.
Primeiro: ciúmes
Afinal, ela me destronou!
Depois: disciplina
Afinal, era um amor tão, tão grande
Que achei ser minha obrigação.
Finalmente: amizade
Afinal, como me foi dito,
Esperei e vi crescer uma garotinha
Para, em seguida, ver surgir minha amiga.
Aquela que consegue entender minhas piadas,
Que consegue repetir minhas ironias confundindo-me,
Que consegue silenciar diante daquilo que não há solução.
Alguém tão reservada quanto eu,
Alguém que pensa mil vezes antes de dizer,
Mas que com um olhar expõe tudo que existe lá dentro.
Eu, que sempre achei que presenciava a transformação
De um lindo bebê em uma maravilhosa mulher,
Mal percebia que a transformação ocorria aqui, dentro de mim.
Eu? Sim! E aqui dentro.
De adolescente revoltada para uma adulta bem resolvida,
E, de novo, adolescente!
Redescobrindo as tristezas e alegrias dessa idade.
Qualquer dia me descubro, de novo, uma adulta bem resolvida
Através desse ser maravilhoso e apaixonante.
sábado, 21 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
Rogo de Criança
Essa semana foi sui generis: começou e terminou com a experiência da morte. Sim, morte. Aquela literal. Aquela que se vê o fim de tudo. Aquela que a gente percebe para onde estamos indo. Aquela que te dá um tapa na cara e te diz: e aí?
A vida é uma contagem regressiva
A gente começa com o cronômetro cheio
Mas o tempo passa e a gente nem percebe
Antes era criança, hoje nem se reconhece
Antes era folia, hoje a gente pensa
Aí vai um, e a gente nem sente
Vai outro, a gente pensa
Vai um outro, a gente senta
Vai mais outro, a gente pára
E mais outro... e a gente se diminui
Sim, se diminui
Porque percebe quão pequeno é o homem
Quão derradeira é a vida
Quão sorrateira é a vida
A vida é bela.
Sim! Muito bela.
E deve ser intensa
E deve ser maravilhosa
Porque um dia ela chega ao fim.
Sim, chega ao fim...
A gente sabe que um dia acaba
Que um dia todos se vão
E quanto mais tarde estamos
Mais fácil é que o fim chegue
O próprio fim? Também!
Mas pior não é o próprio fim
O pior é a dor que fica
A dor da saudade
A dor de quem um dia amou
E agora, no lugar do amor e do cuidado,
Ressoa na saudade
É por isso que eu rogo:
Não! Por favor, não!
Ainda não... Só mais um pouco...
Eu ainda preciso muito!
Deixe mais, muito mais...
Porque eu sei que não consigo!
A vida é uma contagem regressiva
A gente começa com o cronômetro cheio
Mas o tempo passa e a gente nem percebe
Antes era criança, hoje nem se reconhece
Antes era folia, hoje a gente pensa
Aí vai um, e a gente nem sente
Vai outro, a gente pensa
Vai um outro, a gente senta
Vai mais outro, a gente pára
E mais outro... e a gente se diminui
Sim, se diminui
Porque percebe quão pequeno é o homem
Quão derradeira é a vida
Quão sorrateira é a vida
A vida é bela.
Sim! Muito bela.
E deve ser intensa
E deve ser maravilhosa
Porque um dia ela chega ao fim.
Sim, chega ao fim...
A gente sabe que um dia acaba
Que um dia todos se vão
E quanto mais tarde estamos
Mais fácil é que o fim chegue
O próprio fim? Também!
Mas pior não é o próprio fim
O pior é a dor que fica
A dor da saudade
A dor de quem um dia amou
E agora, no lugar do amor e do cuidado,
Ressoa na saudade
É por isso que eu rogo:
Não! Por favor, não!
Ainda não... Só mais um pouco...
Eu ainda preciso muito!
Deixe mais, muito mais...
Porque eu sei que não consigo!
Assinar:
Comentários (Atom)