domingo, 8 de março de 2015

Rogo de Criança

Essa semana foi sui generis: começou e terminou com a experiência da morte. Sim, morte. Aquela literal. Aquela que se vê o fim de tudo. Aquela que a gente percebe para onde estamos indo. Aquela que te dá um tapa na cara e te diz: e aí?


A vida é uma contagem regressiva
A gente começa com o cronômetro cheio
Mas o tempo passa e a gente nem percebe
Antes era criança, hoje nem se reconhece
Antes era folia, hoje a gente pensa
Aí vai um, e a gente nem sente
Vai outro, a gente pensa
Vai um outro, a gente senta
Vai mais outro, a gente pára 
E mais outro... e a gente se diminui
Sim, se diminui
Porque percebe quão pequeno é o homem
Quão derradeira é a vida
Quão sorrateira é a vida

A vida é bela. 
Sim! Muito bela.
E deve ser intensa
E deve ser maravilhosa
Porque um dia ela chega ao fim.
Sim, chega ao fim...

A gente sabe que um dia acaba
Que um dia todos se vão
E quanto mais tarde estamos
Mais fácil é que o fim chegue
O próprio fim? Também!
Mas pior não é o próprio fim
O pior é a dor que fica
A dor da saudade
A dor de quem um dia amou
E agora, no lugar do amor e do cuidado,
Ressoa na saudade
É por isso que eu rogo:
      Não! Por favor, não!
      Ainda não... Só mais um pouco...
      Eu ainda preciso muito!
      Deixe mais, muito mais...
      Porque eu sei que não consigo!


Nenhum comentário:

Postar um comentário