sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dois Grandes Erros


Esse não é um texto de auto-ajuda. Definitivamente não. É uma constatação simples da vida. Andando por estes caminhos tortuosos que muitas vezes somos conduzidos, algumas observações se tornam pertinentes.

A vida é doce, como é doce! Amigos! Família! Amor! Carinho! Mas também pode ser muito amarga. Derrota! Vergonha! Tristeza! Solidão!

Na longa estrada da vida, alguns caminhos são invitáveis. Algumas marcas vamos levar para sempre. A marca daquele passo errado! Daquela decisão mal tomada. Mas existem dois e apenas dois erros imperdoáveis. Imperdoáveis não para o próximo, mas para si mesmo. Porque esses erros nos impedem de avançar, de crescer, de refletir com a vida e, principalmente, de prosseguir.

Os erros acontecem, e como acontecem! Ninguém nasce sabendo, e é só errando que se aprende o que é certo. Mas os erros incomodam, pois existe um sentimento de impotência associado a eles. Existe a certeza de que, muitas vezes, não é possível voltar no tempo e consertar tudo. Então, quem são os culpados?

Eis a primeira grande dificuldade da vida: reconhecer que errou. Reconhecer que a culpa não é de mais ninguém senão minha. Não foi aquela pessoa que estava na hora errada! Não foi minha posição geográfica! Muito menos a chuva ou a pressão. Eu errei! Eu não fui capaz! A culpa foi minha e de mais ninguém.

Que depressão! Então a culpa é minha? Eu não fui capaz? Como posso ser assim? Como posso fazer isso comigo? Com as pessoas que tanto amo? Como posso fazê-las sofrer desse modo? Eu realmente sou nada! Realmente uma imprestável! Por quê? Por que sou assim? Por que nunca aprendo?

Ah! Deparo-me, então, com a segunda grande dificuldade da vida: perdoar-se pelo erro cometido. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Que me apedrejem! Eu sou culpada! E daí? Eu não nasci sabendo, e, com erros, posso tirar valiosas lições. Maravilhosas lições. Eu me dou a chance de não ser perfeita. De errar e aprender com tudo isso. De ressurgir das cinzas se necessário. Eu sou assim: cheia de imperfeições. Mas e daí? Eu me perdoo. Eu reconheço quem eu sou!

Eu errei e não quero mais errar. Eu me aceito do jeito que eu sou: toda assim sem jeito. E se eu cometer o mesmo erro? Tudo bem, sacudirei a poeira, curarei as feridas e começarei de novo. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Uma doce, terna e especial parte de mim


E, novamente, adeus...
Carrego no coração essa marca
Eu já sei dizer adeus
Eu já disse uma vez e outra vez
Mas nunca foi fácil dizer adeus

Foi importante, por isso vai fazer falta
E se também te foi importante, por favor, não se esqueça
Que meu coração traz suas marcas
Que meu coração já chora de saudades
Que meu coração já não suporta a distância
Mas, adeus.

Adeus amigos.
Adeus colegas.
Adeus irmãos.
O meu coração carregará as suas marcas
As suas pegadas eu jamais apagarei
De repente o Destino me deu vocês
E, de repente, Ele mos tirou

Não será um breve e seco adeus
Meu coração ressoará uma dor
Ela me acompanhará
E sempre que os rever
Meu coração se alegrará

Espero que uma parte de mim fique aqui
E saibam que levo uma parte de vocês dentro de mim
Uma doce, terna e especial parte de mim

domingo, 13 de novembro de 2011

Aventuras de um Coração


Coração deseja novas experiências,
Deseja ser um pouco mais maduro,
Deseja obedecer àquilo que o fará pulsar mais forte.
Mas o preço é alto.


Coração deseja viajar,
Deseja conhecer novas pessoas,
Deseja conhecer novos lugares.
Mas o preço é alto.


Coração deseja, mas o preço é alto demais.
Tão alto que até mesmo ele,
Um coração aventureiro,
Reclama, chora e esperneia.
O preço é alto, coração.


Entretanto, coração não quer mudar.
Quer ainda se aventurar.
Parece não se importar tanto com a dor.
Parece que o que tem valor é aquilo que ele aprende.
E, no final de tudo, ele realmente aprende.


Errado? Certo? Para coração não há isso
Ele não se importa com a dor,
Importa-se com a felicidade,
Com o sentimento de estar mudando,
Com o fato de estar crescendo, amadurecendo.


Certo ou errado? Quem importa?
O certo pode ser errado, e o errado pode ser certo,
Tudo depende de quem analisa.
Então, o que importa?


O importante é que, no final, 
Você, coração, ficou mais forte.
Você, coração, ficou mais decidido.
Você, coração, ficou mais puro.


E quem se importa se você chorou?
Se você lamentou? 
Se você se partiu em mil pedaços?
Hoje você é mais você.
Você está mais calmo.
Você sabe lidar mais com você mesmo.


Valeu a pena? 
Você, mais do que ninguém, sabe a resposta.
Forte coração!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Perdão


A maneira mais eficaz de se curar uma ferida fresca é amar
Amar sem se importar consigo mesmo
Amar porque se ama, não porque é merecido
Amar sem se importar com a razão
Amar é mais fácil
Amar dói menos
Amar alegra a alma


O rancor destrói vidas e corações
Traz amargura ao rosto
É mais fácil perdoar
É mais fácil amar

domingo, 18 de setembro de 2011

Números, números e números

Eu não gosto de números primos. Eles são independentes e orgulhosos. Pensam que não precisam dos outros. Eles se autogeram e juram que podem se auto-sustentar, mas se esquecem que, para gerar descendentes, precisam de outros números.

O que eu gosto mesmo são dos números gerados a partir da combinação de outros números. Eles têm uma magia diferente: combinam com um e outro e, de repente, um novo número. Um novo extraordinário número gerado da humildade de se aproveitar das qualidades de dois ou mais números.

Não me é fácil admitir, mas, apesar de não gostar de números primos, tenho uma queda especial pelos quadrados perfeitos. Sim, os quadrados perfeitos podem reforçar a independência e orgulho dos números primos, mas são igualmente fascinantes. Quando um número primo, junta-se com ele próprio e gera outro número: que beleza! que perfeição! 

Mais lindo ainda é quando um número se junta não duas, mas três, quatro, cinco vezes consigo mesmo e gera um outro número! Um grande número. Ah! Que emoção descobrir que aquele número enorme foi gerado pela combinação de um mesmo número diversas vezes!

Meu número predileto? Vocês não vão acreditar: é o 1024! É o dois dez vezes! A explicação? Tenho uma queda pelo sistema binário e vivemos em um mundo decimal! Perfeito, não?



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Caros Amigos

Vida acontece quando, despreocupadamente,
Cora-se de vergonha
Chora-se abraçado
Conversa-se abertamente
Consola-se sem saber o que dizer
E, de repente, acontece!
Acontece! Não se planeja, apenas acontece
E acontece onde não se espera
Acontece quando não se espera
Mas acontece, acontece todos os dias.

Meu coração parece sair pela boca
Minha vida parece escorrer pelas minhas mãos
Não é o medo ou ansiedade pelo futuro
Não é arrependimento por ter feito o que era errado
É simplesmente dor por não ter do lado algo tão precioso

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Retrato

Eu não sabia ou talvez tenha me esquecido
Mas eu já fui amada
Já tive muitos amigos


Nesta longa caminhada, diversas pessoas passaram
Muitas se foram, algumas ficaram
Momentos eternizados no meu coração
Carinhos que jamais de lá sairão


Dói, e dói muito saber que trata-se de um passado
Dói, e dói muito saber que as coisas jamais tornarão


Hoje, como um urubu sem ninho vivo eu
Urubu porque em mim não há mais aquele sorriso
Sem ninho porque estou longe dos que amo tanto


Meu único consolo é acordar todos os dias
E saber que pelo menos um não se foi
E que Ele é o mais importante


Meu coração marcado pela dor
Pede sempre refúgio em Seu sorriso
Mas minha teimosia de menina
Impede-me de admirar Aquilo que me fortalece


Uma bela flor finalmente desabrocha
Marcada pelo calor e umidade vivenciados
Mas forte! Mais forte! Mais forte?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Duas Estradas

A vida conduz-nos a estradas que algumas vezes se bifurcam
E deixam cada vez mais distantes aqueles que nos são tão importantes
E, então, caminhando olhamos para os lados e não mais os vemos
Surge um desespero por não ter na companhia o esteio
Talvez exista, nesta mesma estrada, um atalho lateral que os traga para perto novamente.
Ou talvez as duas estradas tornem-se a unir.
Ou talvez seja tempo de fortificar-se e amadurecer.



E quando a dor da saudade aumenta, o que fazer?
Chorar pode faze-la passar um pouco.
Retroceder? Desanimar? Jamais!
O ser humano a tudo se acostuma, inclusive com a dor.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Excelência

Existe uma pressão para que as pessoas  sejam excelentes, produzam resultados, sejam as melhores naquilo que fazem. Esta busca desenfreada por excelência pode gerar pessoas frustradas e infelizes simplesmente porque não conseguem atingir os tão altos padrões impostos pela sociedade.

Li outro dia que o simples fato de termos vencido a "corrida" até o óvulo já faz de nós pessoas vencedoras. Isso soa um tanto "auto-ajuda" demais para meu gosto. Ainda mais quando se tem pressões por resultados. Sim, somos vencedores natos, mas ainda assim são nos cobrados resultados, ou seja, o fato não elimina a cobrança.




Ouve-se o grito.
Do mais alto monte uma voz ecoa,
Uma voz deseja ser ouvida.

O grito, até mesmo para aqueles ao sopé do monte,  
Parece apenas um sussurrar.
Ao olhar para cima, nada pode ser visto.

Mas é um grito de dor e desespero
De fracasso e solidão
De tédio e ansiedade

Um sussurro.
Diante de tantos sons,
Apenas mais um.




Será a cobrança interna ou, realmente, externa? Ou seja, a cobrança vem da sociedade ou é algo que parte de uma necessidade íntima de auto-afirmação, de ser visto, reconhecido e ouvido? Ou será uma combinação do externo com interno? Uma reposta correta só é dada através de uma análise caso a caso. 

O mais importante nesse blá-blá-blá  é: (1) diariamente as pessoas gritam e necessitam ser ouvidas; (2) um ouvido sensível poderia evitar muitos sofrimentos e angústias.

O que eu tenho a ver com isso? 
É apenas mais um sussurro!
Um sussurro semelhante a tantos outros
Que também não são ouvidos...

domingo, 22 de maio de 2011

Educação

Máquinas pensantes
Máquinas de emoções e sentimentos
Máquinas de vontades


Máquinas?


Máquinas não pensam
Máquinas não sentem
Máquinas não têm vontades


Sonhos, traumas, alegrias, decepções...
Um misto complexo do próprio ser


"I have a dream:" People will not be seen like a machine anymore


Seres pensantes
Seres questionadores
Seres que não apenas copiam
Capazes de pensar por si próprios
Capazes de sintetizar um pensamento
Capazes de emitir uma opinião


I have a dream....

Fases da Vida

Sonhar!
Sorrir!
Sol e chuva!
Cantar!


Sonhar ou viver?
Sorrir ou chorar?
Sol ou chuva?
Cantar ou escrever?


Planejar, sonhar ou viver?
Controlar as emoções, sorrir ou chorar?
Nublado, sol ou chuva?
Falar, cantar ou escrever?


Simplicidade e maturidade
Seriam estes dois, opostos?


Crianças não questionam, obedecem:
As soluções vêm prontas basta consumir.


Adultos questionam:
As soluções precisam ser construídas.


É possível ser adulto e, ainda assim, simples?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Saudades

Quando não mais vemos aqueles que tanto nos inspiraram
Quando aqueles de quem gostamos vão embora
Quando uma pessoa está longe


Um dia distraído:
Aquele perfume
Aquela música
Aquela flor


Um dia chuvoso:
Chocolate quente
Cobertor
Chuva


Um dia ensolarado:
Brisa fresca e suave
Um belo sorriso
Preguiça


Angústia
Solidão
Medo


Quando se está longe
Quando se vai embora

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Timidez

Mateus, o que é mais importante: brincar ou ter vergonha?
   Brincar, claro!
Então por que você insiste tanto em sua vergonha?
Por que você simplesmente não brinca?
   Porque eu tenho vergonha...
   E ela é tão forte,
   Ela me trava,
   Ela me censura,
   Ela me amordaça e aprisiona.


(E os anos passam
E as oportunidades passam
E as pessoas passam
E a vida passa)


   É que eu tenho vergonha...

Epitáfio

Se fosse possível, faria diferente!
Teria me preocupado menos com trabalho e mais com família e amigos,
Porque família e amigos a gente perde, mas trabalho, por mais que se esforce, nunca diminui.
Teria confiado desconfiando, 
Porque a decepção destrói o coração.
Teria tentado mais um pouquinho,
Porque de tanto tentar, eu teria conseguido.
Teria tido menos medo,
Porque eu teria tido o que eu queria.
Teria curtido mais meus amigos e menos minhas mágoas, 
Porque a vida é muito longa para quem não sabe perdoar.
Teria ganhado mais dinheiro e menos trabalho, 
Porque a vida não é feita só de trabalho.
Teria sido menos mística, 
Porque Deus é real.
Teria chorado mais,
Porque a emoção precisa ser extravasada.
Teria sorrido mais, 
Porque a alegria precisa contagiar.
Teria cantando mais,
Porque "quem canta, seus males espanta".
Teria abraçado mais, 
Porque o abraço mantém as pessoas perto.
Teria batido menos, 
Porque a violência afasta até mesmo aqueles que mais nos amam.
Teria sido menos ansiosa, 
Porque as coisas acontecem quando devem acontecer;
Teria sido paciente naquilo que era necessário, 
Porque pessoas e situações merecem paciência, mas nem sempre.
Teria lutado pelo que eu realmente queria e não pelo que me era mais fácil e rápido.
Teria mudado, porque esta possibilidade existe para aqueles que ainda estão vivos.

Teimosia

Ah coração! Por que insistes nesta mania de querer o que não te não é lícito?
Quando bates desesperado, desejando ser saciado
Ah! Como me entristeces!
Se eu pudesse te oferecer tudo o que desejas...
Quão mimado és!
Será que não percebes que não pode ter tudo?

Outro dia viestes me perguntando por que não ter por perto
Aqueles que te inspiram?
Que te fazem bater mais forte?
Que te fazem ter vontade de pulsar?
Por quê!? Por quê? Por quê...
Deixastes-me sem jeito
Deixastes-me sem palavras

Por que você não simplesmente bate sem reclamar!?
Sem pedir?
Sem exigir...
Por que questionar!?
Por que você simplesmente não aceita?

Pareces uma criança que questiona
Céu e inferno
Vida e morte
Tristeza e alegria

Não vês que a vida segue caminhos,
Dolorosos caminhos...
Tortuosos caminhos...
E que este é apenas mais um?
O que há de tão errado nele?